Artista visual e arquiteto, Wagner vem se dedicando à pesquisa artística desde os anos 1998. Participou de importantes cursos de formação em Artes Visuais no Brasil e no exterior como Desenho - ARTAC (The Florence Classical Arts Academy) - Florença (2019). Desenho - Barcelona Academy of Art - Barcelona (2018) Oficina de Gravura - Fundação Iberê Camargo sob a coordenação de Eduardo Haesbaert (2019). Orientação à pesquisa artística com Ms Niura Borges (2018–2020). Entre suas exposições estão o Circuito Internacional de Arte Brasileira - Embaixadas do Brasil Londres, Viena, Madri e Lisboa (2003). Primeiro Prêmio do Júri Popular no 9° Salão de Pintura, Desenho e Escultura da Fundação Cultural de Canoas/RS (2002).

 

 

"Seja pela dramaticidade evocada ou pela técnica empregada, a lenda de Plínio mostra-se uma metáfora fértil para adentrarmos a produção de Wagner Costa: entre pinturas e gravuras, vídeos e instalações, o artista parte de exercícios de autorrepresentação para alcançar expressões visuais de fragmentação e destruição. A exposição Da pele ao pó — primeira individual do artista na Galeria Mamute — começou a ser concebida em 2019 durante uma temporada de estudos na Academia de Arte Clássica de Florença (Itália) e intensificou-se nos últimos dois anos no Atelier de Gravura da Fundação Iberê Camargo, onde Wagner concebeu obras na prensa que pertenceu ao mestre gaúcho. Entre o disforme e o aforme, as quatro grandes pinturas presentes na exposição resultam da relação direta do corpo do artista com a superfície branca: Wagner performa diante do papel e registra com carvão e pastel seus movimentos sobrepostos. Cada posição capturada é índice de sua presença naquele passado, a memória do gesto vai sendo sedimentada e o acúmulo de camadas remete sempre à encenação primeira — solitária, ritualística. Nesta série de obras, o movimento não é apenas sugestão, insinuação ou representação: a coreografia transmuta-se em pintura, e o resultado é uma soma quase abstrata de faturas."

 

Henrique Menezes

Especialista em Estudos Curatoriais e Arte Contemporânea

pela Universidade de Lisboa.

No corpo a corpo com a gravura — O Wagner iniciou comigo a prática da gravura em metal no início de 2019. Seguimos compartilhando experimentos e trocando ideias para melhor revelar o tema que ele investiga, o corpo. A maioria de suas gravuras são monotipias, onde gestos na matriz resultam corpos pictóricos e desmembrados. Não é edição de uma mesma imagem, são várias imagens impressas a partir de matrizes modificadas que geram corpos únicos.

 

Eduardo Haesbaert

Artista Visual e Cordenador do Ateliê de Gravura

da Fundação Iberê Camargo